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riscos_e_rabiscos

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* Mas que é isto?! *

Estava eu farta de apregoar aos sete ventos "Ah eu este ano ainda não senti frio..!". E era verdade. Até hoje. Ora assim em jeito de vingança, o frio veio em força acompanhado do seu compincha vento para me tratarem da saúde!

 

O que vale é que eu já previa este cenário e levei o meu super escudo impenetrável contra o frio, entenda-se kispo, e não fui atingida. Ou não fui atingida quase nada... Se eu não tivesse uma cabeça de alho chocho, tinha-me lembrado de levar um capacete de mota para não me congelarem os neurórios, para impedir o vento de me querer arrancar os meus três cabelos do alto da pinha e evitar que o meu nariz criasse as estalactites que trouxe para casa!

 

Amanhã se o tempo se fizer sentir com igual frieza, é assim que vou sair de casa!

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Ó chuva, pá!

 

Eu até gosto de chuva, principalmente quando vou ficar em casa. A chuva remete.nos para um cenário idílico e acolhedor: um belo livro para ler, um sofá confortável e um chá quente para ir levando as palavras que lemos para outros lugares.

 

Ora esta ideia é muito atrativa mas está longe da minha realidade de hoje. Para já, tenho a dizer que desconfio que o São Pedro deve andar zangado comigo. Se assim não fosse, havia necessidade de, quando tenho de sair de casa para ir trabalhar, mandar a maior carga de água do dia cá para baixo?!?

 

Levava vestida a minha gabardina à inspector Gadget, botas (lembrar de comprar umas galochas!) e um chapéu de chuva forte. Assim que atravessei a rua para o outro lado, já estava encharcadinha. Mas o pior era atravessar o rio que se forma na descida ao fundo da rua. Lá passei o Tejo da minha rua em bicos de pés mas mesmo assim consegui fazer entrar água para dentro de uma bota através do fecho!

O chapéu de chuva parecia um catavento a rodopiar na minha mão. Às tantas veio uma rabanada de vento tão forte que quase me senti a Mary Poppins a voar com o seu chapéu de chuva.

 

Com muita sorte, o meu primeiro autocarro não chegou atrasado. Entrei, depositei as minhas malas - que pareciam ter saído de um alguidar de água - em cima do banco e ajeitei-me o melhor que pude com tanta tralha.

Cheguei à paragem do segundo autocarro, não estava lá ninguém. Estranhei. Reparei que o meu autocarro estava parado perto da paragem e como motorista lá dentro. Pensei "como falta pouco tempo para partir e o homem conhece-me, deve vir já para aqui e eu entro". Está bem, está! Gramei dez minutos à chuva e vento na paragem e fiquei ainda mais molhadinha. Finalmente lá veio.

 

Em resumo, consegui chegar tão molhada à escola como se tivesse ido tomar banho vestida. Bolas!

 

 

É Praga... Só Pode!!!

 

É praga e das boas, daquelas rogadas por alunos! Estava eu toda convencida que ia dar um corte ao cabelo hoje quando acordo ao som da chuva e vento. Ainda tive esperança que fosse só vento e assim ainda ponderava se iria ao corte ou não. Daqui a pouco o cabelo chega-me aos joelhos pois já está a meio das costas... E se ele se enrolar nas pernas e der um trambolhão, ainda parto os dentes!

 

E isto tem-me feito lembrar de uma prima minha que tinha um cabelo loiro, lindíssimo, que usava entrançado e enrolado em forma de caracol preso à cabeça. Dizia ela que não cortava o cabelo havia anos, que sempre que se preparava para ir o cortar, acontecia uma tragédia: uma vez aconteceu uma morte, outra um acidente e outra ainda uma doença de gente chegada a si. E assim foi deixando crescer o cabelo, com receio de que ao ir cortar o cabelo, mais alguma fatalidade se lhe atravessasse no caminho.

 

Um dia, para nos mostrar o tamanho do seu cabelo, desfez a trança que revelou a sua beleza e esplendor. Aquele loiro sempre foi um tom invulgar, que eu nunca vi nenhum parecido. E o tamanho era algo espantoso: parecia uma cascata que lhe descia pela cabeça até quase aos joelhos. Fazia lembrar os cabelos de uma princesa de tempos longínquos de vido à sua invulgaridade.

Mas um dia o corte de cabelo chegou e o tempo tem passado e eu nunca mais a vi.

 

O dia hoje passou intercalado de períodos de chuva, vento e sol, o que contribuiu para o azamboamento da minha cabeça e para a dose extra de excitação dos miúdos. Saí da escola já de noite - não gosto nada - e com aquela chuvinha de molha parvos. É claro que eu não fiquei molhada porque não sou parva (cof!cof!cof!)...

Apanhei o meu autocarro de sempre, que hoje teve a visista da Dona Inokes, e quando cheguei ao terminal, tinha à minha espera umas rajadas de vento fortes acompanhadas de pancadas de chuva bem jeitosas. Escusado será dizer que apanhei uma molha das valentes, pois nem o chapéu de chuva nem o imperme+avel me salvaram. Sei dizer que cheguei a casa a pingar: calças molhadas, rabo de cavalo a pingar, e impermeável impregnado de chuva. Até a minha roupa interior não conseguiu escapar à chuva!

 

E (quase) Tudo O Vento Levou...

 

 

 

Esta semana tem sido recheada em fenómenos meteorológicos. Quem diz as últimas semanas, diz os últimos tempos. É só relembrar as desgraças do Haiti, da nossa Madeira (força e coragem!), do Chile.
 
Confesso que fiquei expectante em relação ao temporal anunciado para a noite de sexta para sábado. Liga-se a televisão é só avisos de alertas amarelos e vermelhos para aqui e para ali, e é impossível ficar-se à espera de algo.
 
O vento começou a ficar cada vez mais forte conforme a noite foi avançando. A minha casa fica no último andar e pelo barulho da clarabóia, íamo-nos apercebendo do estado do vento. Já para não falar pelo vento que infiltrava pelas persianas e fazia um barulho estranho.
 
No sábado de manhã, batem-me à porta os meus vizinhos do lado (já vos disse que tenho novamente a estucha da Administração?!).
“Ó vizinhos vocês já viram o telhado?” Olhámos para cima e… glup! Um telhadinho arranjadinho no verão, todo bonitinho, tinha uma protecção metálica (não sei o nome) arrancada! Estava toda torta, a tremelicar e pronta a zarpar a qualquer momento. E o pior é que não se podia sequer subir ao telhado para, pelo menos, observar a situação devido às fortes rajadas de vento e chuva.
 
O nosso receio era que se soltasse a única ponta que estava presa e aquilo voasse pelos ares e acertasse num carro ou em alguém, ou que nos partisse os vidros da clarabóia.
 
Enquanto almoçava, oiço um barulho terrível. Levanto-me a correr para ir espreitar o telhado. “Ai que agora é que aquilo se foi!”. Mas não. Apenas tinha mudado de sítio. Sentiu-se sozinha, deu meia volta e aconchegou-se junto à chaminé. Gradualmente o vento foi amainando. Vamos lá ver se não entrámos em despesas extras.

 

Lágrimas de Crocodilo

                      

Antes de mais quero dizer que fiz a experiência. Sim, a experiência do banco, remember?

 

Sentei-me no tal banco e preparei-me para apanhar a maior vergonha da minha vida, caso o banco tivesse alguma maldição e eu desatasse a falar sozinha! Até comecei a mascar uma pastilha… Just in case!

Mas lamento informar que:

 

1º - O banco não tem nada de anormal e nem maldição nenhuma;

2º - Não apanhei a maior vergonha da minha vida… ainda!

3º - Ainda não estou louca pois fui todo o caminho de boca fechada. Só de vez em quando é que a abria para fazer um balãozinho com a pastilha. Mas sem estalo! Sou muito fina!

 

Vocês não sei, mas eu estou farta deste vento. Nem é da chuva. É mesmo desta ventania que faz tudo andar num redemoinho.

 

Quando saí do colégio, levei com uma rabanada de vento tão grande que até fui aos ziguezagues rua abaixo. E mais… (agora vou revelar um pormenor pessoal muito pudibundo…) como se uma rabanada de vento não bastasse, tive levar com duas! E a segunda tinha brinde: uns pózinhos!

 

Ora eu que até sou uma moça que usa (aqui vai o pormenor pudibundo… tcharam!) auxiliares visuais de encaixe, vulgos lentes de contacto, gramei com aquele areal todo na minha vista que até fiquei a ver a praia ao fundo da rua!!!

 

Mas o pior, pior, pior, é que a areia entre a lente e o olho é a coisa mais horrível do mundo. E a seguir vem a choradeira total. Eu, ali, na paragem lavada em lágrimas e com os olhos vermelhíssimos! Deviam pensar que eu tinha apanhado um grande desgosto! Chorei até mais não. E depois nem conseguia abrir os olhos.

 

Já só pensava “bolas! Vou perder a camioneta porque não a vejo… não consigo abrir os olhos…!!!” Argh!

Mas não perdi. Aquela choradeira acalmou (mas os olhos deviam estar lindos porque estava toda a gente a olhar para mim) e eu segui o meu caminho a ler os catálogos e prospectos que o francês de olhos azuis penetrantes da Macmillan me tinha dado. Ai que vidinha!